Kundun, Xuxa

Xuxa é você?

Essa semana foi estranha e super sentimental. Um dia passei o o dia inteiro sem querer chamando o Kundun de Xuxa. 

Xuxa foi a minha primeira cachorrinha. Aquela que ganhei aos meus 6 anos em um amigo oculto de natal e tivemos o prazer da sua companhia até os meus 22 anos. 

Durante 16 anos foram muitos momentos de pura alegria, engraçados e emotivos. Lembro que inúmeras vezes ao longo da minha adolescência quando ninguém me entendia, como acontece com todo adolescente, ela estava lá para mim. Eu ia para o meu quarto, a pegava no colo, sentava no canto do quarto e ficava cantando para ela, dizendo o quanto a amava e ela ficava me encarando com aqueles olhinhos amendoados de Bichon Frise. 

Nossa, como amei e amo aquela cachorrinha. Quando a coisa aperta na vida até hoje sinto uma dor imensa de não te-la ao meu lado para  me encarar com todo aquele carinho e ter o seu pelo para acariciar. 

Com a chegada do Kundun meu mundo voltou a normalidade. Voltei a ter o meu companheiro de desabafos e compreensão. O Rodrigo algumas vezes me diz: “será que ele não é a Xuxa? Que de alguma forma voltou a sua vida para tomar conta de você?” Bem… nunca se sabe né?

No dia em que sem querer passei o dia chamando o Kundun de Xuxa fomos ao veterinário dele que fica numa rua próxima de casa. Fomos andando e na volta uma senhorinha que vinha na nossa direção começou a falar com o Kundun chamando de Xuxa. Ela não falou o nome uma vez, ela falou algumas vezes o chamando e ele respondeu prontamente. Eu e Rô ficamos arrepiados e pensamos na hora que precisava contar essa história para nossa família. Que coisa. 

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