Kundun

O Primeiro acidente

Era domingo, estava chuvoso, já fazia quase um mês que prometíamos encontrar com uma amiga que entende de adestramento e até o momento ela não conhecia o Kundun.

Fomos encontra-la na Lagoa com algumas surpresas para nós:

  1. Boo – Uma doçura de cachorrinha, meio Vira-Lata, meio Cocker Spaniel, muito simpática com humanos e animais. Acredito que a única coisa pela qual a Boo não tenha delicadeza é côco . Quando vê um aberto perde toda a compostura e ai de algum outro cachorro chegar perto enquanto ela não tiver terminado de roer toda a carne da fruta. Mas fique tranquilo, quando o côco acaba a fofura e doçura voltam com tudo.
  2. Nala – Uma jovem Beagle perfeita. Sabe aquele Beagle com cada centímetro dentro dos padrões da raça? É ela. Linda demais e também adora (ADORA) humanos. Sua dona tem que ficar sempre de olho porque se deixar vai embora com algum desconhecido facilmente.
  3. Lion – Filhote de cinco meses. Um Buldoge Francês da vizinha que está em treinamento. Aquelas coisas básicas: aprender a caminhar, a ter limite, a voltar quando chamado. Essas coisas.

Encontramos no Parque dos Patins, andamos um pouco para um lado, um pouco para outro. Nala ficou doida no Rodrigo, grudou igual carrapicho. Kundun uma vez deu brecha para o Lion, brincou por dois segundos… para que? Lion passou o resto do tempo todo tentando convencer Kundun de brincar novamente e isso exigiu um bucado da paciência dos dois, o que para nós foi superengraçado. Em um momento encontramos um parcão para soltar as feras.

Agora, imagine você uma Beagle perfeita. Imaginou? Ok.
Agora imagine uma Vira-Lata com patas longas e bem atlética. Imaginou? Maravilha.
Agora imagina um cachorrinho que lembra um Shih Tzu, mas possuiu todas as medidas fora de qualquer padrão de raça, com tudo que pode ser torto sendo torto.
Imaginou? Este é o Kundun.

Quando soltamos as feras no parcão eles ficaram meio que cheirando tudo e no segundo seguinte Nala saiu correndo igual uma doida para  todos os lados do parcão. Kundun que não é bobo nem nada saiu atrás, a toda, tentando alcançar o ritmo de uma Beagle com todos os centímetros de seu corpo perfeitinho. Lembra dos membros tortos do Kundun? Pois é. Era cada tombo e cambalhota que ele dava no caminho, podíamos colocar a música “beber, cair e levantar” de fundo que casaria perfeitamente com o momento. Em um dos tombos ele foi com tudo no chão. Chegamos a ver em câmera lenta o focinho arrastando na terra cheia de areia e lama do dia chuvoso.
Você acha que ele se deixou abater? Nada! Caiu, levantou e continuou correndo.
O resultado fomos ver a tarde, depois do banho:
Cadê a fileira de pelos que estava aqui? O chão levou! (rs)

Kundun sem fila de pelos

 

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