Kundun

Vinte Minutos

Semana passada aconteceu uma das maiores vergonhas da minha vida (SERIO!)

Fomos tentar na sorte colocar o Kundun para fazer uma tosa higiênica antes de irmos visitar os nossos pais no final de semana. Paramos em uma petshop que fica dentro de um supermercado antigo da Barra e com o Kundun no chão nos dirigimos a entrada da loja. 

Na entrada no mercado existe uma loja de colchões bem na frente da petshop e Kundun deu uma levantada de perna como se fosse fazer xixi. O Rô puxou e falou “aqui não menino!” E continuou andando puxando a coleira peitoral, nisso o cachorro travou no chão liso e foi sendo arrastado. Achávamos que isso aconteceria por 1 metro e depois ele andaria normalmente. Que nada! Depois de uns bons 5 metros paramos para ver o que estava acontecendo e percebi que ele estava fazendo xixi, muito xixi, uma poça enorme de xixi onde estava parado travado no chão. O Rô rindo muito pediu para eu olhar para trás. Gente, genteee!!! O Kundun abriu a torneira naquela levantada de perna na loja de colchões e não parou mais!!! Ele simplesmente deixou marcado no chão um rio em ziguezague que terminava numa ENORME poça de xixi!!

Gente do céu… não sabíamos se ríamos, se chorávamos, se arrumava um pano para sair limpando tudo… que situação. Virei para o Rodrigo perguntando o que fazer e no pânico com vergonha ele só falou: “continua andando rápido!”. Gente que vergonha!! Todo mundo nos olhando e Kundun todo feliz saltitando após se aliviar. 

Chegamos no banho e tosa e não tinha horário, uma pessoa que chegou 5 minutos antes da gente pegou a última vaga. O que fazer agora que não tinha onde esconder o cachorro da vergonha? Socorro! 

Na saída íamos lidar com aquele rio de xixi, mas o pessoal da limpeza foi supereficiente e já estava em ação. Ufa! Pelo menos isso. O moço da loja de colchões com seu jaleco que não estava muito feliz com aquela bagunça toda e olhava de cara feia para gente. 

Combinamos de eu ficar no petshop fazendo hora enquanto o Rodrigo comprava o lanche da noite no mercado. Após toda a vergonha entrei de fininho na loja e fui recebida por um funcionário simpático, mas nada feliz com a cena que aconteceu na frente da loja. Fui para o setor de rações e petiscos para gastar tempo lendo os ingredientes. 

Você acha que a vergonha acabou no “rio amarelo”? Que nada!!

Kundun começou a pular e rebolar para todos os lados, uma senhorinha veio toda simpática falar com ele, me dizendo que ele queria brincar… eu achava que ele queria era outra coisa. Não tinha muita certeza do que. Na dúvida saí o quanto antes de perto, atravessando a loja e indo para o setor de brinquedos. 

No meio do caminho estava acontecendo uma reunião de representantes de ração, ali bem no corredor principal. Adivinha onde o Kundun resolveu fazer o número dois dele?!!! Tchararam!! Ao lado dessa reunião, bem no meio do corredor central. Bem, isso não seria um problema se ele tivesse feito aquele número dois perfeitinho que fez ao longo da semana inteira, mas você acha que foi isso que aconteceu?! Não, claro que não! Ele fez AQUELE desastre me fazendo raspar o saquinho de catacáca no chão para tentar retirar algo de lá. 

Depois de alguns minutos tentando tirar o máximo do chão fui atrás de uma lixeira com a bomba relógio numa mão, a coleira do Kundun na outra e tentando ligar para o Rodrigo no celular com o ombro. Depois de rodar a loja inteira perguntando para todos onde havia uma lixeira, descobri que ela fica bem na entrada. Adivinha que estava na frente dela? O funcionário do petshop que viu toda a cena do rio amarelo (que vergonha!!). Quase morrendo, pedi licença para jogar o saquinho no lixo e me escondi dentro da loja novamente. 

Finalmente consegui enviar uma mensagem para o Rodrigo implorando para ele voar porque daqui a pouco ia ser expulsa do estabelecimento. Nisso ouço o gerente da loja chamando o pessoal de limpeza para limpar o número dois que estava no meio do corredor. Também percebo que ele vem andando na direção de onde estávamos escondidos e quase que enfio a cabeça entre as fileiras de petiscos para me esconder. Você acha que adiantou de algo? Nada! Bem na hora que ele olha para gente o Kundun resolve esfregar a bunda no chão e sai se arrastando como se ainda tivesse algo ali para ser retirado. Gente… Acho que nunca atingi o nível de vermelha de vergonha que estava. Pela mor… a situação só piorava!

Para finalizar quando o Rodrigo chegou resolvi comprar pelo menos um petisco porque não tinha cara-de-pau de não consumir nada depois de toda aquela situação. Quando chegamos no caixa ele sem conseguir entender o porquê deu estar tão envergonhada fica me perguntando o que aconteceu. Conhecendo o meu namorido digo que depois conto, ele sozinho lembra do rio amarelo e cai na gargalhada fazendo todos os caixas olharem para ele. Eu desesperada peço para ele parar e aí que a crise de riso é instaurada mesmo fazendo TODOS olharem para nós três. 

Finalmente vamos embora, contornando a loja de colchões e saindo pelo outro lado do supermercado. Conto para o Rodrigo tudo que aconteceu e nos acabamos de rir por algumas horas no carro. 

Gente! Isso tudo aconteceu em 20 minutos!! VINTE MINUTOS!!! 

Rodrigo: “é meu amor, amanhã nós três vamos ter que vir com aquele disfarce de óculos, nariz e bigode pro Kundun tosar.”

Ai ai… esse Kundun…

– Kundun Teresa de Calcutá –

Depois Rodrigo veio me pedir desculpa porque lembrou da conversa que teve com o Kundun no dia anterior dizendo para ele ficar tranquilo porque nada no mundo o faria deixar de amá-lo. 

Bem… parece que ele testou para ter certeza. 

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Kundun

Cachorro gato

Algumas vezes brincamos que temos um cachorro gato. Não por conta da beleza dele e sim porque o bicho não late. Já aconteceu de passarmos mais de um dia sem ouvir a voz dele, hoje em dia isso está mais difícil, mas vira e mexe ele fica mudo.

Além do fato do silêncio ele também não responde quando é chamado. Sabe quando você está naquela posição deliciosa e ao mesmo tempo está doido para coçar atrás da orelha do seu peludo? Aí você chama uma vez normal, chama outra vez com mais carinho e lá pela décima quarta vez você já esta falando qualquer coisa que soe bem infantil e bobo só para chamar atenção dele mas mesmo assim o máximo de reação que se consegue é um breve levantar de orelhas. Frustrante.

Porém Kundun também é uma caixinha de surpresas. Descobrimos um buraco negro no universo dele onde tudo muda e ele se torna O cachorro que late

Existe uma loja dessas grandes na Av. das Américas perto de um restaurante famoso que é onde ele perde a linha. Não é possível! Os planetas se alinham, marés mudam e toda vez que o levamos lá late até para o grão de poeira que cai. 

Outro dia fomos nessa loja para comprar ração e descobrimos que a opção mais barata seria um desses sacos grandes de 7kg – sim a nossa casa é um ovo de codorna, mas o nosso bolso é ainda menor então temos que economizar – e para pegar esses sacos grandes é necessário utilizar a empilhadeira.

Para que tivemos essa ideia?

Kundun virou um Pitbull louco com a máquina que apitava e deixava o vendedor cada segundo mais alto em relação a ele. Não conseguimos entender se estava latindo para o vendedor avisando que estava ficando alto ou do vendedor que subia cada vez mais. Quando o moço simpático (porque só sendo assim para levar na esportiva o escândalo) desceu da empilhadeira, ele continuou latindo para a máquina alucinadamente até que tentei convencê-lo de chegar perto. Muito ofendido com minha ideia ele late para mim, me olha nos olhos como se dissesse: “cê ta doida?!”  e sai de perto.  


Vai entender.



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