Uncategorized

Adotamos um filhote

Já vinhamos conversando faz tempo sobre termos um cachorrinho. Porém, por morarmos em um apartamento bem pequeno (acredite quando digo que é BEM pequeno) sempre havia alguma barreira para não termos um filhote para chamarmos de nosso: Onde ele vai dormir? Onde vai fazer as suas necessidades? Os potes de comida e água devem ficar distantes do local de ir ao banheiro, mas onde ele vai fazer as necessidades mesmo? Sou alérgico, ele não pode subir na cama nem no sofá. Onde que vai caber uma caminha neste cubículo? Pois é.… muitas dúvidas, poucas soluções e assim fomos jogando para frente a decisão.

Até que chegou um belo dia, viramos um para o outro e falamos ” Vamos adotar um cachorrinho?” “Vamos!!!”. Pronto, ignoramos todos os problemas imaginados e entramos em contato com um Grupo de amigas que resgatam animais chamado GARRA. Conversei bastante com elas para explicar a nossa rotina e elas entenderem quais características gostaríamos de encontrar no nosso filhote. O grupo nos indicou um pequenino recém resgatado que precisava de um lar com urgência e ajuda para ser castrado. Ajudamos no custeio da castração, de alguns exames e marcamos de busca-lo no domingo seguinte. 

Aquele belo dia era uma quarta-feira, nós só iríamos busca-lo no domingo. O que qualquer ser humano com o mínimo de controle faria? Iria buscar e na volta compraria as coisinhas necessárias para o cachorrinho.  O que seres super ansiosos e sem controle algum fizeram? Foram no dia seguinte à noite na Barra (moramos em Copacabana) comprar o enxoval para receber o cachorrinho no domingo. Sim, não temos controle algum sobre a nossa ansiedade. Gostamos de usar a desculpa de que somos impulsivos como todos jovens deveriam ser e se ninguém souber da nossa idade fica tudo certo (rs). 

Após deixarmos o nosso rim no supermercado de bichos de estimação, voltamos para casa e arrumamos tudo em seu devido lugar conseguindo mais uma vez arrumar espaço onde não tem. Só esquecemos de um detalhe: colocar tudo no lugar só fazia a ansiedade ficar ainda maior, porque agora tínhamos uma caminha de cachorro sem cachorro bem no meio da casa.

Para passar o tempo fomos assistir um filme que é um dos favoritos do meu marido e eu nunca havia assistido. Esse filme conta a história da descoberta e crescimento do atual Dalai Lama, que também é reconhecido como Buda da Compaixão, onde no filme é usualmente chamado de Kundun, o que dá nome ao filme. Esse apelido carinhoso significa “a presença” em tibetano e é utilizado justamente porque aquela criança em desenvolvimento é a presença do Dalai Lama que irá se tornar quando crescer, mas que no momento ainda não é. 

Após o filme, nós que já estávamos discutindo qual seria o nome do nosso pequenino nos deparamos com o significado de Kundun e ficamos encantados de como representava bem a sensação daquele momento. Sentíamos a presença do nosso cachorrinho lá com todas as suas coisinhas nos seus lugares mesmo sem ter chegado, fisicamente ele lembra bastante um Shih Tzu (que é uma raça da região do Tibe) e também achamos que o Buda da Compaixão¹ ficaria feliz de ser homenageado com a adoção de um ser que é puro amor.

Foi assim que passamos a ter o Kundun em nossas vidas.

IMG_1482

(1) Existe um grande debate sobre se o Dalai Lama é o Buda da Compaixão ou não e eu na minha grande (nenhuma) sabedoria sobre Budismo prefiro acreditar que sim.   

Standard